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Tumor ovário esquerdo hipervascularizado no estudo Doppler é maligno

O que você deve saber sobre o exame ultrassonográfico da pelve

Seu médico solicitou um exame ultrassonográfico (US) da pelve, do qual você já deve ter ouvido falar, mas pode ainda tem algumas dúvidas sobre ele. O AIUM- American Institute Ultrasound in Medicine, uma entidade que congrega médicos e cientistas dos EUA e de outros países, organizou a informação para esclarecer as dúvidas e perguntas mais freqüentes.
 

O que é o ultrassom?

O ultrassom é similar ao som comum, exceto que tem uma freqüência mais elevada (ou mais alta), não sendo audível pelo ouvido humano. Quando direcionado para o corpo por um dispositivo que se segura com a mão, denominado de transdutor (sonda) que desliza sobre a pele do seu abdome inferior ou é introduzido na vagina, ele emite um feixe de som, que pode ser focalizado como um raio laser e se reflete nas interfaces das estruturas internas.

Os ecos que retornam são recebidos pela mesma sonda e convertidos eletronicamente em imagem, a qual é projetada num monitor de TV. Estas imagens, que se modificam continuamente, dando a impressão de um filme onde as estruturas estão em movimento, podem ser registradas em filmes, papel, vídeo-tape, discos magnéticos ópticos ou computador. O US diagnóstico é comumente denominado de ultrassonografia ou ecografia.
 

O ultrassom é seguro?

Não existe nenhum efeito prejudicial conhecido do ultrassom relacionado ao seu uso médico. O AIUM tem um comitê de efeitos biológicos, que se reúne regularmente com o FDA - Food and Drug Administration (o PROCON dos americanos), para analisar a segurança e avaliar os trabalhos científicos relacionados com os efeitos biológicos e a segurança do ultrassom e, até o presente, nenhum efeito biológico prejudicial foi detectado, sendo muito completo o estudo já realizado na área de ultrassonografia diagnóstica, incluindo estudos em animais, in vitro e em humanos. A US é utilizada para fins de diagnóstico médico desde a década de 50 e, nesse longo período de observação, não revelou qualquer efeito nocivo ao homem. Dos novos métodos de diagnóstico por imagem utilizados em medicina, é o que foi mais extensivamente estudado e o mais seguro .Embora possa vir a ser descoberto algum efeito prejudicial no futuro, as informações disponíveis até o momento indicam que os benefícios para o paciente ultrapassam os riscos eventuais.
 

Por que eu devo fazer o exame ultrassonográfico da pelve?

O exame ginecológico é um excelente método de rastreamento das patologias pélvicas, mas é incompleto, pois não consegue analisar a profundidade dos órgãos e estruturas que precisa acompanhar. Com a ultrassonografia da pelve podemos visualizar o útero, os ovários, as tubas uterinas e outras estruturas presentes na cavidade pélvica, o que permitirá esclarecer achados do exame de toque ou diagnosticar outras condições não suspeitadas e ali contidas. Sintomas e causas mais comuns para o ultrassom pélvico são:

  • Dor pélvica;
     
  • Definir a anatomia pélvica na infância, durante o período reprodutor e após a menopausa;
     
  • Sangramento vaginal anormal;
     
  • Suspeita de anomalias ou achado de alterações no exame ginecológico que requerem esclarecimento. Isso inclui:
    - cistos funcionais,
    - cistos hemorrágicos
    - cistos paraovarianos
    - cistos de inclusão peritoneal
    - endometriose
    - ovários micropolicísticos
    - torção ovariana
    - tumor de ovário, primário ou secundário

  • Diagnóstico diferencial das massas anexiais extra-ovarianas
    - mioma subseroso
    - mioma ligamentar
    - mioma pediculado
    - salpingites
    - hidro-pio-hematossalpinge
    - gestação ectópica

  • Diagnóstico diferencial das massas anexiais extra-ginecológicas
    - massas pélvicas pós cirúrgicas
    - patologias de origem intestinal
    - patologias das vias urinárias (bexiga, ureteres, uretra)
    - massas e tumores não ginecológicos de localização pélvica (cistos mesenteriais e de epíplon, cistos dermóides, lipomas, linfomas, sarcomas, carcinomas)

  • Como exame de rotina em pacientes cujo exame especular ou de toque não foi possível ou conclusivo;
     
  • Rastreamento de rotina do câncer ginecológico (útero e ovários);
     
  • Acompanhamento do resultado do tratamento de alguma doença já diagnosticada (endometriose, infecções, miomas, câncer ginecológico);
     
  • Seguimento do ciclo ovulatório para tratamento de infertilidade;
     
  • Estudo Doppler das massas uterinas e anexiais para caracterização (benignas x malignas; inflamatórias x não inflamatórias; origem da vascularização em miomas, em massas pediculadas, em pólipos).
     

Como é feita a ultrassonografia da pelve?

Existem três métodos para realização do exame ultrassonográfico de pelve:

  • Abdominal ou transabdominal;
     
  • Vaginal também chamado transvaginal ou endovaginal;
     
  • Tridimensional.

Os mesmos princípios da ultrassonografia de alta freqüência previamente descritos são aplicáveis para cada uma das técnicas. Na ultrassonografia abdominal ou transabdominal, o médico posiciona o transdutor no abdome inferior e espalha uma pequena quantidade de gel sobre a pele para garantir um bom contato entre ela e o transdutor e permitir a penetração do feixe do ultrassom, que poderia ser bloqueada pela pequena quantidade de gás que se interporia entre o transdutor e a região a ser examinada.

Na ultrassonografia vaginal ou transvaginal, o transdutor é envolto com um protetor lubrificado para facilitar a introdução e o contato com a cavidade vaginal, sendo introduzido na vagina pelo médico(a) ultrassonografista.

O tipo de transdutor utilizado pode variar, mas é sempre bem menor do que o espéculo utilizado no exame ginecológico, motivo pelo qual há pacientes em que o ginecologista não consegue examinar e o ultrassonografista sim e com facilidade.
 
 

Quanto tempo demora o exame?

Um simples exame ultrassonográfico pélvico requer ± trinta minutos, contudo este tempo pode estender-se até 60 minutos, a depender da complexidade das informações obtidas neste exame e da necessidade de exames adicionais (estudo Doppler, histerossonografia).
 

Há algum preparo especial?

O rastreamento abdominal é feito com a paciente deitada na maca e expondo a área a ser examinada (abdome inferior). Pede-se para que ela ingira de 2 a 4 copos de água uma hora antes do exame e não urine até ser examinada. A bexiga deve estar cheia para permitir uma boa visualização dos órgãos pélvicos, pois serve como uma "janela" acústica para visualização das estruturas pélvicas. Para o rastreamento vaginal é preciso que a paciente esvazie totalmente a bexiga e deite-se sobre a maca em posição ginecológica.
 

Eu terei que fazer o exame abdominal, o vaginal ou ambos?

Isto vai depender da razão pela qual o exame foi requisitado. Na maioria dos casos há a necessidade de ambos serem feitos, pois o exame transabdominal tem alcance maior e oferece uma visão panorâmica da cavidade pélvica, o que permite rastrear patologias situadas em qualquer posição acima do osso do púbis, mostrar as estruturas internas e as relações anatômicas entre elas, que estariam fora do alcance da sonda transvaginal. O exame transabdominal também é mais flexível, pois permite a colocação do transdutor em várias posições e inclinações, assim como outras manobras durante o exame, o que fica restrito ao exame transvaginal. A sonda endovaginal tem resolução superior à do transabdominal, mas várias limitações quanto ao tamanho do campo examinado, penetração e manobras possíveis de serem realizadas. Há situações em que pode ser necessário apenas o transabdominal e em outras, apenas o transvaginal. Essa decisão será tomada pelo médico(a) examinador(a). Cada tipo de exame tem suas vantagens e desvantagens.
 

A ultrassonografia transvaginal é dolorosa ou nociva?

Esse exame é feito para descobrir a causa da dor e não para causar dor ou desconforto à paciente. É menos desconfortável do que o exame ginecológico feito pelo ginecologista.
 

o que é o ultrassom Doppler?

O ultrassom Doppler é uma forma especial do ultrassom que é utilizado para avaliação do fluxo sanguíneo dos órgãos pélvicos e outras partes do corpo. Pode ser mostrado de várias formas: com som audível, com espectro de cores dentro do vaso ou na forma de gráficos que permitem a mensuração na velocidade sangüínea nos tecidos normais. A decisão do uso do Doppler será do médico ultrassonografista, durante o exame, quando detectar algum achado que requeira investigação adicional ou do próprio ginecologista.
 

Quando deve ser feito o estudo Doppler da pelve?

O estudo Doppler da pelve permite avaliar o padrão de vascularização dos órgãos e estruturas além de permitir a identificação de aspectos característicos de cada patologia e os padrões distintos da alteração da vascularização podem ser muito úteis para elucidação do diagnóstico. Existem várias razões para se fazer o estudo Doppler da pelve. Algumas das razões mais comuns são:

  • Análise da vascularização do miométrio e das patologias que contenha (adenomiose, miomas e tumores malignos);
     
  • Análise do endométrio e de patologias endometriais, principalmente pólipos, hiperplasias endometriais, miomas submucosos e carcinoma de endométrio;
     
  • Análise do colo uterino e de patologias cervicais, principalmente pólipos, metaplasias e câncer;
     
  • Análise dos ovários e de massas mistas ou sólidas que contenham para definir a benignidade ou malignidade, o caráter inflamatório ou não inflamatório das lesões;
     
  • Análise de patologias tubáreas, principalmente os processos inflamatórios e as gestações ectópicas;
     
  • Caracterização da origem da vascularização do tumor anexial para verificar se é uterino, ovariano ou extra-ginecológico.